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Verão teve queda de 1 milhão de raios no RS; média é de 3,61 descargas por km², diz Inpe

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Verão teve queda de 1 milhão de raios no RS; média é de 3,61 descargas por km², diz Inpe

Em todo o Brasil, foram 21,4 milhões de raios no verão.

No RS, soldado do Exército morreu após ser atingido por descarga elétrica.

Especialista dá dicas e fala de lendas sobre fenômeno.

Registro de raios no Rio Grande do Sul.

Gabriel Zaparolli/Divulgação Uma pesquisa inédita do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mediu a incidência da queda de raios no Brasil durante o verão de 2022.

O Rio Grande do Sul registrou 1,02 milhão de ocorrências.

Considerando a extensão territorial do estado, foram 3,61 raios a cada km².

Na segunda-feira (25), um soldado do Exército morreu após ser atingido por uma descarga elétrica em Quaraí, na Fronteira Oeste do estado.

A metade oeste, por sinal, é a região do estado com maior incidência em comparação com a faixa leste, onde fica Porto Alegre.

"O Rio Grande do Sul é muito atingido por sistemas de tempestades grandes, que se formam na Argentina e no Uruguai", explica o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), Osmar Pinto Junior.

Ciclone extratropical: RS deve ter chuva forte e ventos de mais de 100 km/h Um dos exemplos dessa condição, explica o especialista, é o raio que atingiu a divisa do RS com Santa Catarina em junho de 2020.

Com 709 km de extensão, a descarga elétrica foi a maior já registrada no mundo, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Imagens de raios no Rio Grande do Sul.

Gabriel Zaparolli/Divulgação A média nacional é de 2,5 raios por km².

A relação entre o número de raios e a área de cada estado coloca SC na liderança do ranking nacional, com pouco mais de cinco raios por km².

Sergipe e Alagoas, dois dos menores estados do país em território, têm as menores incidências de raios por km² (0,24 e 0,40, respectivamente).

Especialista comenta incidência de raios no RS Em todo o Brasil, foram 21,4 milhões de raios no verão: 8,8 milhões em janeiro, 8,2 milhões em fevereiro e 4,4 milhões em março.

O número é 11% menor ao observado em 2021.

No Rio Grande do Sul, as estações com maior incidência de raios são primavera e verão.

O especialista ainda calcula um aumento de 20% a 30% nas ocorrências de raios no estado até o fim do século 21.

Raio atinge RS.

Gabriel Zaparolli/Divulgação Dicas e lendas Os raios, segundo o professor Osmar Pinto Júnior, são formados a partir do atrito entre partículas de gelo em nuvens de tempestade.

Se um raio pode cair mais de três vezes por km², ele também pode cair duas vezes no mesmo lugar.

O coordenador do ELAT/Inpe cita o exemplo de um cartão-postal brasileiro para desmistificar a ideia.

"A prova de que a expressão não é verdade é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Ele é atingido, em média, por cinco a seis raios no ano.

Vai ser interessante nós acompanharmos também a incidência de raios no Cristo de Encantado, que eu vi que é mais alto que o Cristo do Rio", comenta, bem humorado, o professor Osmar Pinto Júnior.

O especialista também desmente a crença de que espelhos atrairiam raios.

Por outro lado, Osmar Pinto Júnior afirma que objetos metálicos de maior porte podem atrair descargas elétricas.

"Você ser atingido porque estava com uma pulseira, um colar, um relógio, isso é lenda.

Mas, se você está com um uma enxada ou caniço de pesca metálico, isso não é lenda", aponta.

Diante de uma tempestade, a pessoa deve procurar abrigo em um imóvel, longe de tomadas ou de aparelhos conectados à rede, ou dentro de um veículo.

Em praias ou campos, não é recomendável buscar abrigo sob quiosques ou árvores.

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Publicada por: RBSYS

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